A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou o suspeito de estuprar e manter uma mulher em cárcere privado por cerca de sete horas em Brazlândia. O crime teria ocorrido na última segunda-feira (9), no Setor Norte da região administrativa.
De acordo com a corporação, a 18ª Delegacia de Polícia representou, na noite de terça-feira (10), no Plantão Judicial, pela prisão preventiva do investigado. A decisão agora depende do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
Como o crime teria ocorrido
As investigações apontam que o homem atraiu a vítima até seu apartamento sob a promessa de pagar R$ 200 por um suposto serviço remunerado, cujos detalhes seriam informados apenas pessoalmente. A mulher conhecia o suspeito por intermédio de uma amiga e, diante de dificuldades financeiras, aceitou o convite.
Ao chegar ao imóvel, ela teria sido impedida de sair e mantida em cárcere privado por aproximadamente sete horas. Durante esse período, segundo o relato prestado à polícia, a vítima foi ameaçada e submetida a violência sexual.
Conforme apurado, o investigado utilizou um simulacro de arma de fogo, facas e uma seringa com conteúdo desconhecido para intimidá-la. Ele também teria feito ameaças constantes para impedir qualquer tentativa de reação ou fuga.
Ainda segundo a vítima, o homem afirmava estar cumprindo uma suposta “missão” ligada a uma facção criminosa, alegando que o crime seria uma retaliação relacionada a um familiar dela.
Fuga e diligências
Em determinado momento, a mulher percebeu que a porta do apartamento estava destrancada e conseguiu fugir, buscando ajuda com vizinhos. O suspeito ainda teria a perseguido na rua, mas desistiu em seguida.
Policiais civis e militares foram acionados e realizaram diligências no local. Uma arma de pressão foi apreendida no imóvel. A área foi preservada para perícia, que recolheu vestígios e materiais biológicos que podem auxiliar na comprovação dos crimes.
Antecedentes e investigação
Segundo a PCDF, o investigado possui antecedentes por crimes graves, como estupro, latrocínio, ocultação de cadáver e violência doméstica.
A polícia aguarda decisão da Justiça sobre o pedido de prisão preventiva e segue com as diligências para localizar o suspeito.
