Senado aprova renovação automática da CNH para motoristas sem infrações

Proposta aprovada pelos senadores segue agora para sanção presidencial

Motoristas que não cometeram infrações de trânsito nos últimos 12 meses poderão renovar automaticamente a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida foi aprovada pelo Plenário do Senado nesta terça-feira (12) e agora segue para sanção presidencial.

A nova regra vale para condutores inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), cadastro destinado a motoristas sem infrações sujeitas à pontuação no período de um ano.

Além da renovação automática, o texto aprovado também altera regras do Código de Trânsito Brasileiro e permite que o motorista escolha receber a CNH em formato físico, digital ou nos dois modelos.

Apesar da renovação automática, os exames de aptidão física e mental continuam obrigatórios. Já a avaliação psicológica seguirá sendo exigida para quem busca a primeira habilitação e para motoristas que exercem atividade remunerada com o veículo.

Outra mudança aprovada estabelece tarifa única para exames médicos e psicológicos em todo o país. Os valores serão definidos pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e reajustados anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o relator da proposta, senador Renan Filho, as mudanças ajudam a reduzir custos e burocracias no processo de habilitação.

O texto também mantém restrições para a renovação automática. A regra não valerá para condutores com 70 anos ou mais nem para aqueles que tiverem prazo reduzido por recomendação médica. Para motoristas com 50 anos ou mais, o benefício poderá ser utilizado apenas uma vez.

De acordo com o governo federal, a proposta busca reduzir os custos para obtenção da CNH e ampliar o acesso ao documento em todo o país.

Durante a votação, os senadores Dr. Hiran, Randolfe Rodrigues, Eduardo Braga e Alan Rick também elogiaram as mudanças.

Como o Congresso fez alterações no texto original da Medida Provisória 1.327/2025, a proposta foi transformada em projeto de lei de conversão e segue agora para análise do presidente da República.

 

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