A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Quirinópolis – 8ª DRP, deflagrou, nesta quarta-feira (27/05), a fase 9 da Operação Destroyer – Asfixia II, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, integração a facção criminosa e lavagem de capitais, com atuação nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar.
A investigação teve início após uma sequência de apreensões realizadas por forças de segurança pública, envolvendo ações da PCGO e Polícia Militar de Goiás (PMGO). Na primeira fase da Operação Asfixia, dois investigados foram presos em Campo Grande/MS, ocasião em que foram apreendidos aproximadamente 16 quilogramas (kg) de cocaína, grande quantidade de maconha e uma pistola com destino à Quirinópolis. Posteriormente, outras ações policiais resultaram na apreensão de cargas vinculadas ao grupo criminoso, totalizando cerca de 300kg de maconha, 2kg de crack e 76 comprimidos de ecstasy, além de armas, balanças de precisão, aparelhos celulares e veículos utilizados na logística criminosa.
As investigações demonstraram que a organização criminosa possuía estrutura hierarquizada, divisão de tarefas e atuação permanente no tráfico interestadual de drogas, utilizando veículos locados, terceiros (“laranjas”), contas bancárias de interpostas pessoas e rotas específicas entre Mato Grosso do Sul e Goiás para o transporte de grandes carregamentos de entorpecentes.
Durante a investigação, a PCGO identificou fortes indícios de vinculação de parte dos investigados à facção criminosa de alcance nacional. As extrações telefônicas revelaram diálogos envolvendo “batismos”, compartilhamento do estatuto da facção, recrutamento de novos integrantes e definição de funções internas.
As investigações ainda demonstraram que o grupo criminoso movimentava cargas muito superiores às efetivamente apreendidas, havendo referências a carregamentos de 70 kg, 100 kg, 200 kg e até 300 kg de drogas, evidenciando a alta capacidade operacional da organização. Os diálogos interceptados revelaram preocupação constante dos investigados com perdas de cargas, reposição de entorpecentes, cobrança de dívidas e reorganização financeira após apreensões policiais, demonstrando profissionalização e estabilidade da associação criminosa.
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O nome da operação, Destroyer – Asfixia, faz referência à estratégia de sufocamento financeiro e operacional da organização criminosa, por meio da interrupção de suas rotas de abastecimento, prisão de seus integrantes e descapitalização da estrutura utilizada para o tráfico de drogas. Até o momento, 16 mandados de prisão foram cumpridos.
