A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) o reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. O percentual valerá para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 e poderá ser aplicado no mês de aniversário de cada contrato.
Segundo a ANS, o índice é o menor autorizado desde 2000, desconsiderando 2021, quando houve redução de 8,19% em razão da queda no uso de serviços médicos durante a pandemia de covid-19.
Atualmente, cerca de 7,7 milhões de brasileiros possuem planos individuais ou familiares, o equivalente a 14,5% dos consumidores de assistência médica no país.
O reajuste ficou abaixo dos percentuais autorizados nos últimos anos. Em 2025, o índice foi de 6,06%; em 2024, 6,91%; em 2023, 9,63%; e em 2022, 15,5%.
A agência informou que o cálculo considera a variação das despesas assistenciais das operadoras e a inflação oficial medida pelo IPCA. O Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) representa 80% da fórmula utilizada pela reguladora.
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De acordo com o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, a medida busca equilibrar a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos consumidores.
Os novos valores ainda serão publicados no Diário Oficial da União. Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou agosto, com retroação à data de aniversário do plano.
Os planos empresariais e coletivos não seguem o teto definido pela ANS, já que os reajustes são negociados diretamente entre empresas e operadoras. Dados divulgados pela agência apontam que esses contratos registraram aumento médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026.
