A pré-diabetes pode ser revertida quando identificada precocemente e tratada com mudanças no estilo de vida. O alerta foi reforçado por especialistas nesta sexta-feira (26), Dia Nacional do Diabetes. A condição, marcada pelo aumento da glicose no sangue, eleva o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares.
Como a alteração costuma ser silenciosa, o diagnóstico geralmente ocorre durante exames de rotina. Por isso, pessoas com fatores de risco, como excesso de peso, hipertensão, colesterol alto, sedentarismo e histórico familiar da doença, devem manter acompanhamento médico regular.
A endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que a pré-diabetes é um sinal de que o organismo já enfrenta dificuldades para controlar os níveis de açúcar no sangue.
Segundo a especialista, mudanças na alimentação e a prática regular de atividades físicas são as principais estratégias para evitar a progressão da doença e, em muitos casos, reverter o quadro. Ela também alerta que, quando o problema avança, os danos ao pâncreas podem se tornar irreversíveis.
Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença. Para reduzir esse número, o diagnóstico precoce e o tratamento da pré-diabetes são considerados fundamentais.
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Paciente do HBDF há cerca de dez anos, Samuel de Moraes Costa afirma que descobriu o diabetes após perder peso sem explicação. Ele defende que o controle da doença deve começar ainda na fase da pré-diabetes, com atenção especial à alimentação e à adoção de hábitos saudáveis.
O Hospital de Base atende pacientes com casos mais graves de diabetes. Já o diagnóstico inicial, o tratamento e o acompanhamento são realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que fazem o encaminhamento para atendimento especializado quando necessário.
