A discussão sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes ganhou espaço nas escolas brasileiras. Em 2025, 80% das instituições promoveram debates sobre o tema, contra 62% no ano anterior.
Os dados são da pesquisa TIC Educação 2025, divulgada nesta terça-feira (4), após ouvir 2.404 gestores de escolas públicas e privadas em todo o país.
Além disso, o diálogo com as famílias e os professores aumentou. As reuniões com pais passaram de 60% para 75%, enquanto os encontros com educadores cresceram de 68% para 86%.
Falta de apoio das famílias ainda preocupa
Apesar do avanço, apenas 65% das escolas desenvolvem ações voltadas à educação digital dos alunos. Entre os principais obstáculos estão a baixa participação das famílias e a falta de materiais de apoio.
Ao mesmo tempo, quase metade das escolas informou que pais e responsáveis procuraram orientações sobre o uso das tecnologias por crianças e adolescentes.
Celulares e IA já fazem parte da rotina
A pesquisa também mostra que 51% das escolas não permitem que os estudantes levem celulares ao ambiente escolar. Entre as que autorizam, dois terços liberam o uso apenas em atividades pedagógicas.
Já a inteligência artificial avança rapidamente. Hoje, 53% dos gestores utilizam ferramentas de IA na administração ou no planejamento escolar. No entanto, somente 22% das instituições possuem orientações formais sobre o uso dessa tecnologia.
