O canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, teve a suspensão derrubada neste domingo (11). O corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que havia determinado a retirada do canal do ar.
Cueva é o relator do processo e, no sábado (10), havia solicitado informações complementares sobre a suposta atividade irregular. Segundo o ministro, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um novo pedido à presidência do TSE apenas 41 minutos depois, acompanhado de documentos que não constavam na investigação sob sua relatoria.
A campanha de Flávio pediu a suspensão do canal e também entrou com uma ação para cassar o mandato do deputado federal André Janones (Rede-MG), apontado como criador da página. A iniciativa alegou que o espaço disseminava informações falsas sobre possíveis mudanças no Bolsa Família e nos valores das aposentadorias.
Ao justificar a suspensão inicial, Nunes Marques afirmou que o canal reproduzia conteúdos que o tribunal já havia considerado inverídicos. Entre eles, estavam afirmações de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil e reduzir aposentadorias caso fosse eleito.
Corregedor aponta necessidade de análise do plenário
Ao revogar a medida, Cueva afirmou que a atuação administrativa da presidência do TSE deve respeitar a competência jurisdicional do relator. Para ele, a análise de uma controvérsia já submetida à Justiça recomenda cautela para evitar decisões sobrepostas e preservar a segurança jurídica.
- TSE suspende canal “Exército do Lula” no WhatsApp após pedido de Flávio Bolsonaro
- Fachin nega acesso de Fux ao inquérito das Fake News e prevê arquivamento no STF
- TSE manda retirar vídeos de Lula e Janja sobre programas sociais
- Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro após condenação definitiva
- STF deve analisar revisão criminal de Bolsonaro após segundo turno
O ministro decidiu encaminhar o caso ao plenário do TSE, que deverá analisar a questão de forma definitiva. A data do julgamento ainda será marcada.
