Polícia prende segundo suspeito de matar casal dentro de casa em Ceilândia

Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos, foi detido nesta quarta-feira (14), no trabalho; outro investigado, de 22 anos, também permanece preso.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu nesta quarta-feira (14) um segundo suspeito de envolvimento no assassinato de Alan Tons e Larissa Rodrigues, encontrados mortos dentro de casa, em Ceilândia, no domingo (11).

O novo investigado foi identificado como Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos. Ele foi preso no local de trabalho, em uma loja de tintas, após ser identificado durante as investigações da 15ª Delegacia de Polícia.

Segundo a PCDF, um motorista de aplicativo que transportou Tancredo relatou que o passageiro disse estar a caminho da casa das vítimas para cometer o crime. A motivação seria uma suposta investida de Alan contra a namorada dele. Ainda conforme o depoimento, Tancredo mostrou uma arma, cartuchos de munição e afirmou estar com a chave da residência.

Outro suspeito continua preso

João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos, foi preso em flagrante e continua detido. De acordo com a Polícia Civil, ele entrou na lista de suspeitos devido ao histórico de desavenças com o casal.

As investigações apontam que João Victor teria ameaçado Alan depois que ele defendeu a companheira do investigado de episódios de violência doméstica. Segundo a PCDF, o suspeito foi preso em flagrante em março e setembro deste ano por crimes contra a companheira e também era investigado por possível descumprimento de medida protetiva.

Testemunhas relataram à polícia que, em setembro, João Victor teria ameaçado Alan de morte e entrado na residência dele armado.

Vítima havia deixado a casa após ameaças

Diante das ameaças, Alan teria deixado o imóvel e passado a morar com familiares. Ele retornou depois de saber que João Victor havia sido preso e não morava mais no local.

Segundo a Polícia Civil, os investigadores também descobriram que João Victor continuava com as chaves do lote, mesmo após Alan deixar a residência, o que lhe mantinha acesso ao local onde os corpos foram encontrados.

Ao saber que era procurado, João Victor compareceu a uma delegacia. Conforme a PCDF, contradições entre as declarações dele e os relatos das testemunhas contribuíram para a prisão.

O caso segue sob investigação da 15ª Delegacia de Polícia. Os suspeitos são investigados, e a responsabilidade de cada um deverá ser esclarecida no decorrer do inquérito.

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