Homem acusado de esfaquear uma vítima e espancar outra até a morte é preso em chácara na zona rural de Sobradinho

Investigado foi localizado após meses de buscas. Segundo a polícia, ele confessou os crimes durante interrogatório.

Uma estratégia incomum ajudou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a prender um homem de 28 anos investigado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio no Itapoã. Na tarde de quinta-feira (5), policiais se disfarçaram de engenheiros de telecomunicações para se aproximar do esconderijo do suspeito, localizado em uma chácara na zona rural de Sobradinho.

A ação recebeu o nome de Operação Disguise. O homem estava foragido desde os crimes, ocorridos em 1º de agosto, na região da Fazenda Velha, no Itapoã. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva.

Segundo a investigação da 6ª Delegacia de Polícia, uma discussão relacionada a dívidas teria motivado os ataques. Armado com uma faca, o suspeito perseguiu duas pessoas e atingiu uma delas com vários golpes. A vítima sofreu ferimentos graves e precisou de internação hospitalar.

Em seguida, o homem atacou a segunda vítima com um pedaço de madeira, atingindo repetidamente sua cabeça. A pessoa morreu em decorrência das agressões. Devido à gravidade dos ferimentos no rosto, a identificação ocorreu por meio de exame necropapiloscópico, que utiliza impressões digitais.

Após o crime, o investigado deixou o Distrito Federal. Durante as buscas, a polícia chegou a considerar a possibilidade de fuga para Roraima. No entanto, o cruzamento de informações levou os investigadores até uma propriedade no Núcleo Rural Sobradinho dos Melos, próximo à DF-250.

Para evitar que o homem percebesse a operação e fugisse novamente, os policiais se apresentaram como engenheiros de telecomunicações. Depois de confirmar a presença do suspeito, a equipe realizou a abordagem e o prendeu dentro de uma das edificações da chácara.

Conduzido à delegacia, o investigado foi interrogado e, segundo a PCDF, confessou os crimes. Ele responderá por homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado tentado. As penas podem chegar a 45 anos de prisão.

A investigação também identificou uma mulher suspeita de ajudar o homem a se esconder das autoridades. Ela foi indiciada por favorecimento pessoal.


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