O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi colocado em prisão domiciliar nesta sexta-feira (6/11), poucas horas depois de ser destituído pelo Senado. A decisão ocorreu em meio à crise política e financeira provocada pelo colapso do banco digital Ueno. Peña permanecerá em casa enquanto o Ministério Público define as acusações contra ele.
O Senado aprovou o impeachment mesmo após Peña apresentar sua renúncia na quinta-feira (5/11). As acusações apontam possíveis conflitos de interesse, interferência na fiscalização do sistema financeiro, desvio de recursos previdenciários e participação em um suposto encobrimento institucional envolvendo o Banco Central paraguaio.
A crise ganhou força após o Banco Central intervir no Ueno, instituição que teve as operações suspensas em 3 de novembro. O banco mantinha milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos de órgãos públicos. O bloqueio de recursos provocou protestos de correntistas que cobram acesso às economias.
Peña havia sido acionista do grupo controlador do banco até março de 2025. A oposição também questiona a relação entre o ex-presidente e a instituição financeira. Ele nega irregularidades e afirma que a crise é uma questão regulatória.
Após a destituição, o ex-vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como novo presidente do Paraguai. Enquanto isso, o Ministério Público prossegue com as investigações sobre o caso.
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