O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deu mais um passo rumo à modernização dos serviços de saúde com a possibilidade de implantação da cirurgia robótica na rede pública. Nesta quinta-feira (28), representantes da empresa chinesa Tuodao Medical, ligada ao Grupo Yijiahe, visitaram a unidade hospitalar para conhecer a estrutura do novo complexo cirúrgico que está em fase final de construção.
Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Hospital de Base prevê inaugurar o novo espaço ainda neste ano. A estrutura contará com 16 salas operatórias, sendo duas destinadas a procedimentos robóticos. Uma delas será voltada também para atividades de ensino, pesquisa e formação de profissionais da saúde.
Durante a visita técnica, representantes da empresa conheceram setores do hospital e discutiram possibilidades de parceria para futura aquisição de equipamentos cirúrgicos de alta tecnologia. A expectativa é que o projeto fortaleça o hospital como referência em inovação, capacitação profissional e desenvolvimento científico.
Segundo o cirurgião torácico do HBDF, Humberto Alves de Oliveira, a cirurgia robótica oferece mais precisão e segurança nos procedimentos. “Esses equipamentos deixam as cirurgias muito mais precisas por vários motivos, como melhor visibilidade, maior quantidade de membros atuando e mais amplitude de movimentos”, explicou.
A tecnologia será utilizada como alternativa às videocirurgias já realizadas atualmente no hospital. Os equipamentos poderão ser aplicados em procedimentos gerais, oncológicos, ginecológicos, cardíacos, torácicos, proctológicos e de cabeça e pescoço.
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Com a implantação do novo sistema, o Hospital de Base poderá se tornar o primeiro hospital público do Brasil a contar com um centro de treinamento em cirurgia robótica e o primeiro da rede pública do Centro-Oeste a oferecer esse tipo de procedimento.
Além das salas cirúrgicas, o novo complexo contará com sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos, áreas de apoio assistencial e setores voltados à logística hospitalar. Os ambientes terão sistemas integrados para conexão de equipamentos e transmissão de imagens em tempo real, o que deve ampliar a precisão dos procedimentos.
A nova estrutura também foi planejada para oferecer mais conforto, segurança e eficiência, com climatização adequada, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, profissionais e materiais hospitalares.
Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, os espaços atualmente utilizados passarão por readequação para atender procedimentos de menor complexidade.
*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
