A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em ação conjunta com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Civil de Goiás (PCGO), deflagrou nova fase de operação contra um grupo suspeito de usar indevidamente credenciais de servidores públicos para acessar e tentar manipular sistemas oficiais.
As investigações tiveram início em julho de 2025, quando a DRCC identificou a inserção de documentos falsos em sistema de órgão governamental mediante utilização indevida de credenciais de servidores do Governo do Distrito Federal. O principal articulador do esquema, à época menor de idade, foi identificado, tendo sido representada medida judicial junto à Vara da Infância do DF, que acabou indeferida. Mesmo após a identificação inicial, o grupo continuou a atuar, passando a utilizar credenciais de servidores dos estados de Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina. Em janeiro de 2026, foi constatada tentativa de alteração no Banco Nacional de Mandados de Prisão, com a finalidade de beneficiar pessoas com ordens judiciais em aberto.
Segundo as investigações, o grupo teria tentado inserir mandados de prisão falsos contra o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de promover alterações no Banco Nacional de Mandados de Prisão, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As modificações não foram efetivadas graças à atuação integrada das instituições.
Nesta sexta-feira (27), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva expedidos pela Justiça de Minas Gerais. Uma mulher foi presa no Distrito Federal, um homem em Caldas Novas (GO) e um adolescente foi apreendido.
De acordo com a apuração, não houve invasão direta aos sistemas, mas uso irregular de credenciais de servidores, o que permitiu consultas indevidas e tentativas de manipulação de informações judiciais.
