A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu uma investigação que levou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a denunciar 13 pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao transporte público rural do DF.
Os investigados se tornaram réus após a Justiça aceitar, no último dia 5 de maio, a denúncia apresentada no âmbito da Operação Old West, conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de praticar 4.590 operações de lavagem de dinheiro entre janeiro de 2018 e janeiro de 2024. Dois denunciados responderão apenas por lavagem de capitais, enquanto os demais também foram acusados de associação criminosa.
De acordo com a PCDF, o esquema era liderado por empresários do setor de transporte coletivo e escolar rural. A organização utilizava empresas de fachada, contas bancárias e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar recursos obtidos por meio de fraudes no Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) e corrupção de agentes públicos.
As investigações apontam que cerca de R$ 20 milhões foram movimentados em operações consideradas ilícitas. O grupo utilizava transferências sucessivas entre empresas, depósitos fracionados e saques em dinheiro para dificultar o rastreamento financeiro.
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A polícia também identificou empresas sem funcionamento efetivo nos endereços registrados na Receita Federal, usadas para pulverizar os recursos em diversas contas bancárias.
Segundo os levantamentos, empresas ligadas aos investigados receberam mais de R$ 190 milhões em contratos públicos e pagamentos governamentais entre 2018 e 2024.
A Operação Old West é um desdobramento da Operação Trickster, que investigou fraudes envolvendo simulação de viagens, uso irregular de créditos de transporte e corrupção de fiscais do sistema rural do Distrito Federal.
