A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu cerca de 400 quilos de cobre sem comprovação de origem e prendeu dois homens durante uma operação contra o comércio ilegal de materiais furtados. A ação ocorreu na última sexta-feira (10) e teve como foco combater a receptação de fios e cabos utilizados em serviços essenciais.
A operação, denominada Zinabre, foi coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Corpatri). Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os policiais identificaram que parte do material recolhido era de uso exclusivo da concessionária de energia Neoenergia, o que indica origem criminosa.
Segundo as investigações, estabelecimentos comerciais estariam comprando e revendendo cobre furtado, contribuindo para a circulação desse tipo de material no mercado ilegal. A prática afeta diretamente serviços públicos e privados, como fornecimento de energia, internet e segurança.
Durante a ação, dois proprietários dos estabelecimentos foram presos em flagrante por receptação qualificada. Além do cobre, a polícia apreendeu um veículo carregado com o material e dinheiro em espécie utilizado nas negociações.
De acordo com o Código Penal, a receptação qualificada prevê pena de 3 a 8 anos de reclusão, além de multa. Nos casos que envolvem fios e cabos destinados à rede elétrica, a punição pode ser dobrada.
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A PCDF informou que as investigações continuam e que outros suspeitos podem ser identificados.
Para reforçar o combate a esse tipo de crime, a PCDF lançou novas ferramentas digitais. Uma delas é a Delegacia Eletrônica, que permite registrar ocorrências em poucos minutos. A outra é um canal específico do Disque-Denúncia 197, que recebe informações anônimas por telefone, WhatsApp, e-mail ou pela internet.
Segundo a corporação, as medidas buscam agilizar as investigações e ampliar o enfrentamento de crimes que impactam diretamente a população e o funcionamento de serviços essenciais.

