Uma organização criminosa especializada em fraudes contra seguradoras é alvo da Operação Tokio, deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Nesta fase da investigação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Distrito Federal. As diligências ocorreram simultaneamente no Distrito Federal, em Anápolis (GO) e no estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de reunir provas e identificar outros envolvidos no esquema.
De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada, com divisão clara de funções. Os suspeitos simulavam roubos inexistentes, registravam boletins de ocorrência com versões previamente combinadas e, em seguida, solicitavam indenizações às seguradoras.
Para dar aparência de veracidade às fraudes, os envolvidos recebiam orientações detalhadas sobre quais bens declarar como roubados, os valores a serem informados e os documentos que deveriam apresentar. Em alguns casos, eram realizadas transferências bancárias antecipadas para simular valores que depois seriam alegados como subtraídos.
A apuração também identificou o compartilhamento de documentos pessoais, comprovantes bancários e o alinhamento prévio das versões que seriam apresentadas durante entrevistas com as seguradoras.
A análise de dados bancários e dispositivos eletrônicos revelou que o grupo possuía uma estrutura organizada. Parte dos integrantes atuava como falsas vítimas, registrando ocorrências fictícias e apresentando documentação fraudulenta.
Outros participantes eram responsáveis por orientar os envolvidos e fornecer suporte documental, enquanto um terceiro grupo cuidava da movimentação dos valores obtidos, utilizando contas próprias ou de terceiros para receber e redistribuir o dinheiro.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, documentos e mídias eletrônicas. O material será analisado por equipes especializadas, com o objetivo de aprofundar as investigações, identificar novos suspeitos e rastrear o fluxo financeiro das fraudes.
O nome “Operação Tokio” faz referência ao codinome utilizado por uma das investigadas nas comunicações do grupo. A suspeita usava o apelido “Tokio”, em alusão à personagem da série La Casa de Papel.
