A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quarta-feira (24), seis suspeitos de integrar um esquema de falsos consórcios que teria causado prejuízos a dezenas de vítimas. A ação faz parte da segunda fase da Operação Falsa Promessa, que também resultou no bloqueio de ativos financeiros e na indisponibilidade de bens avaliados em R$ 14 milhões.
As investigações, conduzidas pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II) com apoio da Divisão de Inteligência Policial (DIPO), apontam que a organização criminosa movimentou mais de R$ 22 milhões entre 2023 e 2025.
Promessa de contemplação rápida
Segundo a PCDF, os suspeitos atraíam clientes por meio de anúncios em redes sociais e plataformas de venda, oferecendo consórcios com promessa de contemplação da carta de crédito em poucos meses.
Após o contato inicial, as vítimas eram encaminhadas para lojas físicas e convencidas a pagar valores de entrada e parcelas mensais. No entanto, a contemplação prometida nunca acontecia.
Empresas de fachada
A investigação revelou que os pagamentos não eram destinados a administradoras autorizadas pelo Banco Central, mas a empresas de fachada utilizadas para receber os recursos.
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Em seguida, o dinheiro era transferido para contas pessoais dos investigados, o que reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro.
Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas pelos crimes podem chegar a 26 anos de prisão.
A primeira fase da operação ocorreu em janeiro deste ano e cumpriu 13 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e Entorno. Até o momento, o prejuízo comprovado supera R$ 278 mil, mas a polícia acredita que o número de vítimas e os valores envolvidos sejam muito maiores.
