A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu, nesta terça-feira (15), um adolescente de 17 anos no Paranoá durante uma operação nacional contra um grupo suspeito de induzir jovens à automutilação e ao suicídio por meio de plataformas virtuais.
A ação contou com a participação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e ocorreu em conjunto com as polícias civis da Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Investigação começou após morte de adolescente
A operação teve origem na investigação da morte de uma adolescente de 13 anos, ocorrida em 22 de julho. Inicialmente, o caso envolvia suspeitas de indução à automutilação, crueldade e suicídio por meio de plataformas de mensagens. Com o avanço das apurações, a polícia passou a tratar o caso como homicídio.
A partir de celulares, computadores e outros materiais apreendidos na primeira fase, o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/MJSP) ajudou a identificar novos integrantes, administradores e moderadores do grupo.
Segundo a investigação, os envolvidos recrutavam e chantageavam vítimas vulneráveis, em uma prática conhecida como “escravidão digital”.
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Segunda fase busca desarticular grupo
Nesta etapa, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e seis medidas de busca e apreensão de adolescentes em diferentes estados.
No Distrito Federal, um adolescente de 17 anos foi apreendido no Paranoá e encaminhado à Vara da Infância e Juventude para cumprimento de medida de internação e demais providências.
Dependendo da conclusão das investigações, os adolescentes poderão responder por ato infracional análogo ao homicídio qualificado por paga, promessa de recompensa ou motivo torpe, com possibilidade de internação por até três anos.
PCDF alerta pais e responsáveis
A Polícia Civil reforçou a importância da supervisão dos adolescentes na internet, principalmente em grupos fechados de aplicativos de mensagens e fóruns online.
Entre os sinais que merecem atenção estão mudanças de comportamento, isolamento e cortes na pele sem explicação aparente.
Denúncias de crimes cibernéticos, discursos de ódio, crueldade e indução à automutilação podem ser feitas pelo 197 da Polícia Civil do DF ou nas delegacias especializadas dos estados. Segundo a PCDF, a identidade de quem denuncia pelo 197 é mantida em sigilo.
