A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Tróia para desarticular uma organização criminosa especializada em golpes cibernéticos contra moradores do Distrito Federal. A quadrilha atuava a partir de Pernambuco e utilizava aplicativos de relacionamento e plataformas de mensagens para extorquir as vítimas.
A investigação começou após um morador do Riacho Fundo denunciar o chamado “golpe do falso integrante de facção criminosa”. Depois de conhecer uma suposta mulher em um aplicativo de relacionamentos, ele passou a receber ameaças de criminosos que afirmavam integrar uma facção. Os suspeitos diziam que a mulher era casada com um integrante do grupo e exigiam pagamentos para evitar represálias. Com medo, a vítima fez transferências bancárias e sofreu prejuízo financeiro.
Durante as apurações, a 29ª Delegacia de Polícia identificou a estrutura da organização. Primeiro, parte do grupo criava perfis falsos para atrair vítimas. Em seguida, outros integrantes assumiam as conversas, faziam ameaças e exigiam dinheiro. Além disso, a polícia constatou que essa célula atuava de dentro do Presídio de Igarassu (PE), onde os envolvidos já cumpriam pena por outros crimes.
Os investigadores também descobriram o núcleo financeiro da quadrilha. Três suspeitos recebiam os valores em contas de terceiros e, logo depois, distribuíam o dinheiro entre diversas contas laranjas para dificultar o rastreamento, em um esquema típico de lavagem de dinheiro.
Ao todo, a PCDF cumpriu mandados de busca e apreensão em Olinda, Tracunhaém, Paulista e no Presídio de Igarassu. Os policiais apreenderam celulares, computadores e outras mídias digitais, que passarão por perícia para identificar novas vítimas e esclarecer a participação de cada investigado.
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A Operação Tróia contou com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), que auxiliou no cumprimento das ordens judiciais e na execução da ação.
