A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Honeypot, que resultou no fechamento de uma fábrica clandestina de mel e na prisão de dois suspeitos na região do Pôr do Sol, em Ceilândia.
A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo, a Propriedade Imaterial e Fraudes (DRCPIM), com apoio da Vigilância Sanitária do DF (Visa-DF) e da Secretaria de Agricultura (Seagri-DF).
Segundo as investigações, desde o segundo semestre de 2025 os suspeitos produziam e comercializavam mel adulterado, sem controle sanitário. O produto era misturado com açúcar derretido, prática que reduz o valor nutritivo e pode representar risco à saúde.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. No local, os agentes encontraram mais de duas toneladas de mel fabricado ou adulterado, além de grande quantidade de recipientes e insumos usados na produção e no envase.
Entre os materiais apreendidos estavam centenas de frascos vazios de diferentes tamanhos, utilizados para embalar o produto que seria colocado à venda.
A fiscalização também identificou irregularidades nas rotulagens, que mencionavam propriedades terapêuticas e fitoterápicas sem autorização. Além disso, os investigadores constataram o reaproveitamento de embalagens de produtos químicos para armazenar alimentos, o que é proibido pela legislação sanitária.
De acordo com a polícia, o local funcionava sem atender às condições mínimas de higiene e segurança sanitária.
Os dois investigados foram presos em flagrante pelos crimes de adulteração de substância alimentícia e falsificação ou adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, cujas penas podem chegar a 15 anos de prisão, além de multa.
A PCDF informou que a operação faz parte das ações de combate a crimes que colocam em risco a saúde pública no Distrito Federal.
