A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta segunda-feira (13) a liberação do terreno que permitirá o início das obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Arapoanga, em Planaltina. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 48.478, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), que declara a área de utilidade pública para fins de desapropriação.
Com a publicação, o último entrave que impedia o início da construção foi superado. A unidade já estava licitada e com projeto pronto, mas dependia da regularização fundiária para sair do papel.
“Hoje saiu no Diário Oficial: a UPA está destravada. Era uma demanda que precisava de vários pareceres, mas conseguimos resolver na semana passada”, afirmou a governadora, durante evento de lançamento do programa GDF na Sua Porta, no Paranoá.
O decreto abrange áreas localizadas na Etapa 3 do Setor Habitacional Arapoanga e autoriza a desapropriação para implantação de equipamentos públicos, etapa considerada essencial para viabilizar a obra da unidade de saúde. O início das obras ainda depende de um trâmite fundamental, a cessão formal do terreno ao instituto. A futura UPA será gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e deve ampliar o acesso aos serviços de urgência e emergência para moradores do Arapoanga, de Planaltina e de regiões próximas.
Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o projeto da unidade já está estruturado. “Esse decreto é um passo muito importante, porque garante a destinação da área para a construção da UPA do Arapoanga. Agora, falta apenas a formalização da cessão do terreno ao IgesDF. Assim que essa etapa for concluída, estaremos prontos para avançar”, reforçou.
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Do ponto de vista técnico, a medida garante segurança jurídica ao processo de implantação. Com a declaração de utilidade pública, o Governo do Distrito Federal (GDF) avança na regularização da área, etapa necessária para dar sequência à execução do projeto.
Expansão da rede de urgência
A UPA do Arapoanga é a única entre as sete novas unidades previstas que ainda não havia iniciado as obras. As demais já estão em construção no Guará, em Águas Claras, na Estrutural, em Água Quente, no Sol Nascente e em Taguatinga Sul.
A expectativa é que todas sejam entregues ainda este ano, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública. “Todas as outras já estão com obras em andamento. A do Arapoanga ainda não estava por conta dessa questão do terreno. Agora,com a publicação, a construção já pode começar”, ressalta a governadora.
As obras das novas UPAs do Guará e de Águas Claras seguem em ritmo acelerado e já atingem estágios avançados de execução. No Guará, cerca de 90% da estrutura está concluída, enquanto, em Águas Claras, o avanço chega a aproximadamente 80%. Todas as novas unidades em construção contarão com 65 leitos cada e devem ampliar o acesso aos serviços de urgência e emergência, reduzindo deslocamentos e o tempo de espera da população.
Saúde pública no centro da agenda
Durante o evento, a governadora também destacou um conjunto de ações em andamento para melhorar a saúde pública do DF, com foco na redução do tempo de espera e na ampliação do acesso a exames e cirurgias. Entre as medidas, estão mutirões para cirurgias eletivas, esforços para zerar filas de exames, atualização do sistema de regulação de pacientes e ampliação do quadro de profissionais.
“Nós já estamos conseguindo zerar algumas cirurgias e exames e queremos divulgar isso para a população. É um passo de cada vez”, acrescenta. Celina Leão também anunciou que o governo apresentará, nos próximos dias, um plano com ações de curto, médio e longo prazo para a saúde, que será detalhado inicialmente aos deputados distritais e, posteriormente, à imprensa.
Impacto esperado
A governadora avaliou que os primeiros resultados das medidas adotadas devem ser percebidos pela população em um prazo de um a dois meses, especialmente com a implementação de ferramentas de inteligência na gestão da rede.
“Já temos recorde de atendimentos, mas o crescimento da população exige mais estrutura. Com as novas UPAs, mais contratações e fortalecimento da atenção básica, a tendência é melhorar o atendimento como um todo”, concluiu.
*Com informações do IgesDF
