Com a queda das temperaturas e o aumento dos casos de doenças respiratórias, sintomas como tosse, coriza, febre e dor no corpo voltam a fazer parte da rotina de muitas pessoas. Diante desse cenário, uma dúvida comum surge: como saber se é gripe ou covid-19 e em quais situações é necessário procurar atendimento médico?
Segundo especialistas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), apenas pelos sintomas não é possível diferenciar com precisão as duas doenças. Tanto a gripe, causada pelo vírus influenza, quanto a covid-19, provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, podem apresentar sinais semelhantes, como febre, tosse, dor de cabeça, coriza e dores musculares.
A médica e referência técnica distrital de Família e Comunidade da SES-DF, Camila Damasceno, explica que até mesmo a perda do olfato, frequentemente associada à covid-19, não é exclusiva da doença e também pode ocorrer em outras infecções respiratórias.
Quando procurar atendimento
A orientação é que pessoas com sintomas leves, como dor de garganta, coriza, tosse, dor de cabeça e sensação de cansaço, procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e acompanhamento.
- Unidade móvel faz coleta de sangue de doadores em Sobradinho II nesta quinta-feira (9)
- Saúde do DF reforça oferta de contraceptivos gratuitos
- GDF inaugura UBS na Ponte Alta do Gama e amplia atendimento à população rural
- Secretaria de Saúde alerta para aumento de escorpiões no DF
- Saúde do DF divulga funcionamento durante jogo do Brasil
Já os casos que apresentam sinais de agravamento exigem atendimento imediato em unidades de urgência e emergência. Entre os sintomas de alerta estão:
- Febre persistente por mais de 72 horas;
- Temperatura acima de 39,5°C ou 40°C que não diminui com medicação;
- Dificuldade para respirar ou respiração acelerada;
- Sensação de desmaio;
- Pressão ou dor no peito.
- Tratamento e cuidados
Embora sejam causadas por vírus diferentes, gripe e covid-19 possuem formas de tratamento semelhantes nos casos leves. O objetivo é aliviar os sintomas enquanto o organismo combate a infecção.
Repouso, hidratação adequada e alimentação equilibrada estão entre as principais recomendações. Medicamentos como analgésicos e antitérmicos podem ser utilizados sob orientação profissional. Além disso, o isolamento temporário ajuda a reduzir a transmissão dos vírus para outras pessoas.
Outras medidas preventivas incluem manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência e evitar locais com aglomerações.

Vacinação continua sendo essencial
Especialistas reforçam que a vacinação segue como a principal ferramenta para prevenir complicações causadas pela gripe e pela covid-19. No caso da influenza, a vacina é atualizada todos os anos para acompanhar as mudanças das cepas do vírus.
Embora os imunizantes não impeçam totalmente a infecção, eles reduzem significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença, necessidade de internação e óbitos.
A proteção é ainda mais importante para grupos considerados de risco, como idosos, crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas e profissionais das áreas de saúde e educação.
A médica Camila Damasceno lembra que o coronavírus continua circulando entre a população e deve permanecer presente nos próximos anos, assim como ocorre com a gripe e outras viroses respiratórias, reforçando a importância da prevenção e da vacinação regular.
