A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Parasitas para desarticular um suposto esquema de descontos associativos sem autorização em contas de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal. A investigação aponta prejuízos superiores a R$ 5 milhões.
Mais de 3,5 mil beneficiários sofreram descontos suspeitos
A Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) conduz a investigação. Segundo a Polícia Civil, associações firmavam contratos para autorizar débitos automáticos sem comprovar o consentimento dos beneficiários.
Durante as apurações, aposentados e pensionistas relataram que nunca autorizaram os descontos. Os investigadores identificaram indícios de que o esquema atingiu mais de 3,5 mil contas.
Polícia cumpre prisões e buscas em dois estados
Os agentes cumprem quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão.
A operação ocorre no Distrito Federal e em Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e Igaratinga. No DF, as equipes atuam no Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico.
- Zelador é atacado com paulada na cabeça Asa Norte
- PCDF faz operação contra o golpe do falso advogado
- Criança de 11 anos é esfaqueada após sair da escola na Vila Estrutural
- PCDF mira quadrilha que aplicou golpe de R$ 1 milhão em idosa
- PCDF prende três mulheres suspeitas de integrar grupo que furtava farmácias no DF
As buscas também alcançam sedes de associações suspeitas de participar do esquema.
Investigadores apuram atuação de outros envolvidos
Além das associações, a PCDF investiga a participação de pessoas responsáveis pela operacionalização dos descontos e pela manutenção do modelo de arrecadação sob suspeita.
O nome Operação Parasitas faz referência à suposta exploração financeira contínua de aposentados e pensionistas por meio de cobranças sem autorização válida.
A Polícia Civil divulgará novos detalhes sobre a investigação durante uma coletiva de imprensa marcada para as 10h desta terça-feira, na sede da Corf, no Complexo da PCDF, ao lado do Parque da Cidade.
