A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma organização criminosa especializada na fabricação, distribuição e venda clandestina de anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados. A Operação Narciso atingiu alvos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Paraná, Acre e Minas Gerais.
A investigação começou após a apreensão do celular de um dos suspeitos apontado como líder do grupo. As mensagens encontradas revelaram a estrutura da organização e a atuação em diversos estados.
Produção clandestina e rede de apoio
Segundo a PCDF, o grupo produzia hormônios, diuréticos e estimulantes em residências e depósitos improvisados, sem qualquer controle sanitário. Além disso, utilizava embalagens com nomes em língua estrangeira para simular produtos importados.
A investigação apontou ainda a participação de designers, nutricionistas, treinadores, médicos veterinários e uma gráfica responsável pela impressão de rótulos e embalagens.
Esquema de lavagem de dinheiro
A organização também mantinha um sistema estruturado de lavagem de dinheiro. Os investigados usavam contas de terceiros, empresas de fachada, chaves Pix de familiares e até plataformas de apostas para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro.
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Prisões, bloqueios e apreensões
A Justiça expediu 45 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão. Além disso, determinou o bloqueio de mais de R$ 32 milhões em contas ligadas aos investigados.
A operação resultou ainda no sequestro de 11 veículos de luxo, entre eles carros esportivos, SUVs, caminhonetes e uma motocicleta de alta cilindrada.
Por fim, a Justiça autorizou o lacramento de 13 estabelecimentos comerciais e laboratórios de manipulação, a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados e o bloqueio de 22 perfis em redes sociais usados para divulgar os produtos e captar clientes.
