AGU pede a Fachin suspensão do afastamento do diretor-geral da PF

Órgão afirma que decisão de André Mendonça interfere em atribuição exclusiva do presidente da República e pode causar desorganização na PF.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspensão imediata do afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.

Mendonça determinou o afastamento de Rodrigues nesta terça-feira (8), em decisão liminar. O ministro também retirou temporariamente do cargo o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, após pedido do partido Novo.

AGU questiona decisão de Mendonça

Segundo a AGU, a decisão viola a prerrogativa constitucional do presidente da República para nomear e exonerar dirigentes da Polícia Federal.

O órgão também argumenta que a saída repentina dos dois diretores pode prejudicar o funcionamento da polícia judiciária e provocar desorganização institucional.

A AGU ainda destacou que Fachin havia assumido a condução dos fatos relacionados à produção e divulgação de relatórios de inteligência da PF.

Caso envolve Alexandre de Moraes

A disputa começou após o ministro Alexandre de Moraes utilizar um relatório da PF para pedir a inclusão de Mendonça no inquérito das Fake News.

O documento apontava possíveis condutas de improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos. Fachin determinou que as referências a Mendonça fossem encaminhadas a ele e deu cinco dias para manifestações.

Na semana passada, Mendonça havia retirado o sigilo de documentos da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes no Banco Master.

Entre os materiais estavam mensagens atribuídas pela PF a Daniel Vorcaro, antigo dono do banco, e que fariam referência a Moraes. As menções ao ministro foram reunidas em um relatório produzido a pedido de Mendonça.

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