O número de acidentes com escorpiões aumentou no Distrito Federal em 2026. Entre janeiro e maio, a Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou 1.856 casos, contra 1.594 no mesmo período do ano passado. Diante da alta, o órgão reforça as medidas de prevenção e orienta a população a buscar atendimento médico imediato em caso de picada.
Adaptados ao ambiente urbano, os escorpiões costumam se esconder em locais escuros e úmidos, como ralos sem vedação, pilhas de entulho, caixas de papelão, roupas, calçados, atrás de móveis e rodapés soltos. No DF, as espécies mais comuns são o escorpião-amarelo, o escorpião-de-patas-rajadas e o escorpião-preto.
Segundo a bióloga Camila Cibeli Soares, da SES-DF, esses animais podem entrar nas residências por ralos, bueiros, dutos de instalações elétricas e até por lâmpadas mal vedadas. Por isso, manter esses pontos fechados é uma das principais formas de prevenção.
Além disso, a Secretaria recomenda manter a casa limpa e organizada, eliminar entulhos, verificar roupas e calçados antes do uso, afastar camas das paredes e impedir que lençóis e cortinas encostem no chão. Nas áreas externas, o ideal é utilizar luvas ao manusear materiais de construção ou limpar jardins.
Outra medida importante é controlar a presença de baratas, principal alimento dos escorpiões. Como o escorpião-amarelo tem hábitos noturnos, ele costuma permanecer escondido durante o dia. Por isso, a orientação é usar chinelos ao sair da cama e redobrar a atenção dentro de casa.
O que fazer em caso de picada
A recomendação é lavar o local com água e sabão, manter o membro afetado elevado e procurar atendimento médico imediatamente. A vítima não deve espremer a picada nem tentar sugar o veneno. Se possível, fotografe o escorpião para facilitar a identificação da espécie.
Os sintomas mais comuns incluem dor intensa, vermelhidão, formigamento e suor. Em casos graves, principalmente em crianças, podem ocorrer náuseas, vômitos, taquicardia e dificuldade para respirar.
O soro antiescorpiônico está disponível em hospitais da rede pública do Distrito Federal e será aplicado conforme a avaliação médica. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). Já ocorrências com aparecimento de escorpiões devem ser comunicadas à Vigilância Ambiental.
