O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta terça-feira (13) que a Polícia Federal (PF) encaminhe à Corte todas as menções a ministros identificadas nas investigações do caso Master, sem exceções.
A determinação foi comunicada durante uma reunião de aproximadamente uma hora e meia com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Após receber as informações, o plenário do STF deverá avaliar a eventual abertura de investigações contra os ministros citados. Antes disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá apresentar um parecer.
A iniciativa ocorre em meio a cobranças internas para que todas as referências a integrantes do Supremo sejam analisadas. O objetivo é identificar os envolvidos e permitir que a Corte avalie as providências cabíveis.
PGR deve analisar pedidos e medidas urgentes
Na reunião, Fachin informou ainda que aguarda uma manifestação da PGR sobre medidas urgentes solicitadas pela Polícia Federal nas investigações do caso Master e nas apurações sobre descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Procuradoria também deverá se posicionar sobre pedidos de soltura apresentados por investigados, entre eles o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, além de Felipe e Henrique Vorcaro, primo e pai do ex-banqueiro, respectivamente.
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Os casos foram encaminhados à Presidência do STF em meio à crise interna provocada pela divulgação das mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes.
Fachin cobra celeridade no inquérito das Fake News
O presidente do Supremo também pediu agilidade à Polícia Federal na análise de possíveis medidas relacionadas ao chamado inquérito das Fake News. Na semana passada, Fachin sinalizou a intenção de encerrar a investigação, aberta em março de 2019.
No mês passado, ele retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito. A investigação foi instaurada durante a presidência de Dias Toffoli, que indicou Moraes para conduzir o caso.
Na época, Toffoli justificou a abertura do procedimento como uma medida para combater a divulgação de notícias que, segundo ele, ameaçavam a honra e a segurança do STF, de seus integrantes e familiares.
