GDF exclui área da Serrinha e terreno da Saúde de plano para fortalecer o BRB

Nova lei foi publicada no DODF e mantém os demais mecanismos previstos para reforçar a estrutura financeira do Banco de Brasília.

O Governo do Distrito Federal retirou dois imóveis públicos do plano de fortalecimento econômico-financeiro do Banco de Brasília (BRB). A decisão foi oficializada após a governadora Celina Leão sancionar a nova lei publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta segunda-feira (12).

Com a mudança, deixam de fazer parte da lista de bens que poderiam ser utilizados no processo de capitalização do banco a Gleba A da Serrinha do Paranoá e o terreno da Secretaria de Saúde localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

A nova legislação altera a norma aprovada em março deste ano, que autorizou o Distrito Federal, como acionista controlador do Banco de Brasília, a adotar medidas para recompor e fortalecer a estrutura financeira da instituição.

De acordo com o governo, os dois imóveis foram retirados após a identificação de restrições relacionadas à destinação das áreas e questões ambientais.

No caso da Serrinha do Paranoá, a área passou recentemente a ser protegida por decreto do GDF que criou o Parque Distrital da Serrinha, unidade de conservação voltada à preservação ambiental da região.

Já o terreno da Secretaria de Saúde permanecerá destinado à prestação de serviços públicos na área da saúde.

Segundo Celina Leão, a decisão busca garantir equilíbrio no processo de fortalecimento do banco.

“Retiramos duas matrículas daquela legislação que havia sido mandada para a Câmara Legislativa. Uma é a famosa área da Serrinha, que nós pedimos para retirar pela discussão ambiental sobre ela, e a outra é a área da Saúde, onde vamos garantir que o espaço continue sendo destinado para esse fim. O nosso objetivo é fortalecer o BRB de forma equilibrada e transparente”, afirmou.

A Lei nº 7.845/2026 autorizou o GDF a adotar mecanismos para recompor a capacidade econômico-financeira do Banco de Brasília diante das exigências regulatórias do sistema financeiro.

Segundo o governo, a medida busca garantir estabilidade operacional, ampliar a capacidade de investimento e reforçar a atuação estratégica do banco no Distrito Federal.

Reunião com o Banco Central

No fim de abril, Celina Leão se reuniu com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo; o secretário de Economia do DF, Valdino Oliveira; e o presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza.

Segundo a governadora, o banco já tem soluções técnicas em andamento e os clientes podem ficar tranquilos quanto à continuidade dos serviços prestados.

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