A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência da República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). A decisão ocorreu após duas determinações judiciais alterarem, horas antes do programa, regras relacionadas à ausência de candidatos e à participação de Renan Santos (Missão).
Uma das decisões foi da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atendendo a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela determinou que a Globo não exibisse o púlpito reservado ao candidato ausente nem permitisse perguntas dirigidas a ele durante o debate.
A regra original, assinada pelas campanhas, previa que o espaço destinado ao candidato ausente permanecesse vazio e identificado. Também permitia que os participantes formulassem perguntas que seriam feitas ao candidato que não comparecesse.
Outra decisão foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele determinou a participação de Renan Santos, candidato do Missão, no debate. A decisão alterou a composição prevista para o programa.
O TSE mantém regras específicas sobre a participação obrigatória de candidatos em debates, considerando a representação dos partidos no Congresso. Para as eleições de 2026, o tribunal publicou tabelas com a representação parlamentar utilizada para essa finalidade.
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A Globo informou que as sucessivas decisões judiciais, tomadas pouco antes do início do debate, geraram insegurança jurídica sobre a realização do programa. Segundo a emissora, o objetivo dos debates é permitir que os eleitores comparem propostas e ideias dos candidatos.
O debate estava previsto para ocorrer às 21h30, após o Jornal Nacional.
