Sem chegar a um consenso sobre a disputa presidencial, o MDB decidiu liberar os diretórios estaduais para escolherem qual candidato apoiar nas eleições deste ano. A decisão saiu durante a convenção nacional realizada na segunda-feira (27).
Além disso, a legenda rejeitou uma aproximação nacional com o PT, que buscava ampliar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo integrantes do MDB, não houve negociação formal, apenas manifestações de interesse por parte dos petistas.
A estratégia busca preservar a unidade do partido. Enquanto diretórios do Nordeste e de parte do Norte tendem a apoiar Lula, lideranças do Centro-Oeste, Sul e Sudeste resistem a uma aliança com o PT. Dessa forma, a direção nacional evitou impor uma posição única, o que poderia ampliar as divergências internas.
Durante a convenção, o presidente do MDB, Baleia Rossi, afirmou que a decisão fortalece a legenda nos Estados. Segundo ele, a autonomia dos diretórios contribui para manter o partido unido e ampliar a competitividade nas eleições estaduais.
Por outro lado, integrantes da sigla reconheceram que a atual polarização dificulta o lançamento de uma candidatura própria ao Palácio do Planalto. O deputado federal Hildo Rocha avaliou que essa opção poderia dividir o partido. Já o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, destacou que o MDB reúne diferentes correntes políticas e realidades regionais.
Ao mesmo tempo, lideranças defenderam que a legenda volte a disputar a Presidência da República em 2030. Representantes do diretório gaúcho, por exemplo, sugeriram o nome de Baleia Rossi para a futura eleição.
Enquanto isso, o MDB concentra a estratégia nas disputas estaduais. O partido lançou 10 candidatos a governador, seis candidatos a vice-governador e 20 candidatos ao Senado. Além disso, estabeleceu como meta eleger 50 deputados federais e entre 10 e 12 senadores.
