Em depoimento à polícia, um motorista de aplicativo informa que levou Tancredo Pereira da Silva, 41 anos, a residência de Alan Tons e Larissa Rodrigues de Paula, em Ceilândia. Segundo ele, o passageiro falou sobre matar um homem e mostrou uma pistola antes de chegar ao destino. O casal foi assassinado dentro de casa, na QNM 22.
Em um áudio enviado a um amigo, o trabalhador contou que começou a conversar com Tancredo durante a corrida. Segundo o relato, o passageiro perguntou o que ele faria se alguém mexesse com sua companheira.
O motorista respondeu que a reação dependeria do que tivesse acontecido. Em seguida, Tancredo teria afirmado que um homem havia investido contra sua mulher e que pretendia matá-lo naquele momento.
Na sequência, de acordo com o áudio, o passageiro perguntou se poderia mostrar o que estava levando para cometer o crime. O motorista autorizou e viu uma pistola acompanhada de dois carregadores.
Ao comentar o episódio, o trabalhador demonstrou acreditar que Tancredo realmente cometeu o homicídio. “Eu boto fé que ele matou mesmo, viu?”, afirmou na gravação.
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Polícia apura se João Victor forneceu chave do imóvel
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a participação de dois suspeitos no assassinato de Alan e Larissa. Além de Tancredo, João Victor, também foi preso.
Uma das linhas de investigação é a suspeita de que João Victor tenha fornecido a Tancredo a chave da residência onde o casal morava. João Victor já havia vivido no mesmo lote de kitnets que as vítimas, mas não residia mais no local.
Os investigadores apuram se ele manteve uma cópia da chave depois de deixar o imóvel e se a entregou a Tancredo. Caso seja confirmada, essa hipótese pode ajudar a esclarecer como o suspeito teria conseguido entrar na casa.
Contradições no depoimento levantaram suspeitas
A polícia também considera as divergências identificadas no depoimento de João Victor durante a investigação.
Segundo o delegado Ataliba Neto, João Victor afirmou que estava em uma distribuidora de bebidas na noite do crime. No entanto, informações colhidas pelos investigadores na região indicariam que ele não esteve no estabelecimento.
João Victor também era investigado por conflitos anteriores com o casal e teria feito ameaças contra Alan, conforme informações relacionadas ao caso.
A PCDF continua apurando a participação de cada investigado e as circunstâncias do duplo homicídio. A suspeita de fornecimento da chave e as contradições no depoimento ainda precisam ser confrontadas com as demais provas reunidas no inquérito.
