A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a quinta fase da Operação Compliance Zero para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os investigados está o senador Ciro Nogueira.
Ao todo, os policiais federais cumprem um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.
Segundo a PF, a nova fase da operação busca aprofundar as apurações sobre o esquema investigado.
Em nota divulgada nesta manhã, a defesa de Ciro Nogueira afirmou que repudia qualquer suspeita de irregularidade envolvendo a atuação do senador.
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Os advogados declararam que o parlamentar está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e negaram participação em atividades ilícitas.
A defesa também criticou as medidas adotadas na investigação e afirmou que ações consideradas invasivas, baseadas apenas em troca de mensagens de terceiros, podem ser precipitadas e devem passar por controle rigoroso de legalidade.
A nota é assinada pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.
