Um procedimento simples, realizado ainda nos primeiros dias de vida, pode fazer toda a diferença para a saúde de um bebê. O teste do pezinho, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é capaz de identificar precocemente dezenas de doenças raras e metabólicas, possibilitando o início do tratamento antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.
No Distrito Federal, a triagem neonatal rastreia atualmente 62 doenças. O exame é considerado fundamental porque muitas dessas condições não apresentam sinais clínicos nos primeiros dias de vida, mas podem evoluir rapidamente sem acompanhamento adequado.
A coleta é feita por meio de algumas gotas de sangue retiradas do calcanhar do recém-nascido. Em geral, a primeira amostra é realizada entre 24 e 48 horas após o nascimento.
Bebês prematuros ou internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs) seguem protocolos específicos, que podem incluir até três coletas em momentos diferentes para garantir a precisão dos resultados.
Quando é identificada alguma suspeita de alteração, a família é contatada pela equipe de saúde e orientada a comparecer ao Hospital de Apoio de Brasília (HAB). No local, é realizada uma nova coleta para confirmar o resultado e eliminar possíveis fatores que possam ter interferido na análise inicial, como problemas na amostra ou no transporte do material.
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Com o diagnóstico precoce, as equipes médicas conseguem iniciar rapidamente o tratamento e o acompanhamento especializado, reduzindo riscos de complicações e melhorando a qualidade de vida das crianças.
