O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do banqueiro Augusto Vorcaro e manteve a prisão preventiva do investigado.
Na decisão, o ministro acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. Segundo as investigações, há indícios de movimentações financeiras voltadas à ocultação, blindagem e deslocamento de patrimônio, o que justifica a manutenção da medida cautelar.
Mendonça afirmou que a defesa não apresentou novos elementos capazes de afastar os fundamentos que embasaram a decretação da prisão preventiva.
Vorcaro foi preso novamente durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
O banqueiro também tentou firmar um acordo de delação premiada em duas ocasiões. A proposta mais recente foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República no último dia 15, após a Polícia Federal também recusar o acordo na semana anterior.
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