O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentem nova manifestação, em até 48 horas, sobre a apreensão de uma arma de fogo.
A decisão saiu nesta quarta-feira (1º), logo após a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluir o inquérito sobre o caso.
A investigação analisou a presença de uma arma na residência de Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista.
Durante a apuração, os policiais encontraram uma pistola Glock calibre 9 milímetros e um carregador sobressalente com o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, responsável pela segurança do ex-presidente.
Segundo o relatório final, Bolsonaro não cometeu crime por manter uma arma devidamente registrada em casa. Por isso, a PCDF pediu o indiciamento apenas do militar.
Moraes já havia solicitado um parecer da PGR no último dia 24. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou que ainda não identificava falta grave ou descumprimento das regras da prisão domiciliar.
Além disso, Gonet afirmou que preferia aguardar o encerramento da investigação antes de apresentar uma conclusão definitiva.
Agora, com o inquérito finalizado, Moraes determinou uma nova manifestação da PGR e da defesa antes de decidir os próximos passos do processo.
