A dívida pública federal fechou junho em R$ 9,27 trilhões, após crescer 2,6% em relação a maio, quando somava R$ 9,03 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Emissões de títulos impulsionaram a alta
Segundo o Tesouro, o aumento ocorreu principalmente devido à emissão de R$ 149,6 bilhões em títulos públicos no mercado interno. Enquanto isso, os resgates totalizaram R$ 7,33 bilhões no período, o que contribuiu para a elevação do estoque da dívida.
A dívida pública federal reúne os empréstimos contraídos pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit das contas do governo, quando as despesas superam a arrecadação de impostos e contribuições.
Prazo médio da dívida recua
Além disso, o prazo médio da dívida caiu de 4,07 anos, em maio, para 4,01 anos, em junho.
Já o custo médio das emissões em oferta pública ficou em 14,20% ao ano, praticamente estável em relação aos 14,19% registrados no mês anterior.
Reserva de liquidez aumenta
Por outro lado, a reserva de liquidez destinada ao pagamento da dívida cresceu de R$ 1,21 trilhão para R$ 1,35 trilhão. O montante corresponde ao equivalente a 8,33 meses de vencimentos.
Projeção para 2026
O Tesouro Nacional estima que a dívida pública federal termine 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, conforme o Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado em janeiro.
