A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou um esquema de venda ilegal de medicamentos abortivos pela internet durante a Operação Sexto Dia, deflagrada nesta quarta-feira. A investigação aponta que um casal utilizava redes sociais para anunciar os produtos e atender clientes de diversas regiões do país.
Segundo a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), os investigadores identificaram pelo menos 15 perfis usados para divulgar e comercializar os medicamentos. Os anúncios tinham como alvo pessoas que buscavam realizar abortos ilegais.
Após a análise de vestígios cibernéticos, a PCDF identificou os suspeitos e obteve na Justiça um mandado de busca e apreensão para a residência do casal.
Durante a operação, os policiais apreenderam cerca de 600 comprimidos do medicamento, R$ 60 mil em dinheiro, dois veículos de luxo e sete celulares, que passarão por perícia.
A mulher investigada, de 32 anos, atua como técnica de enfermagem em um hospital da rede pública do Distrito Federal. Por isso, a PCDF também apura se os medicamentos vendidos foram desviados ou subtraídos do sistema público de saúde.
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De acordo com a corporação, a substância tem comercialização proibida no Brasil. O uso é permitido apenas em ambiente hospitalar, sob prescrição médica e nos casos previstos em lei.
O casal responderá por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal. A infração é classificada como crime hediondo e pode resultar em pena de até 15 anos de reclusão.
Segundo a PCDF, o nome da Operação Sexto Dia faz referência ao relato bíblico do livro de Gênesis sobre a criação da vida humana no sexto dia.
