PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro

Paulo Gonet também defendeu que a arma ligada ao ex-presidente permaneça apreendida.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quarta-feira (1º) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação atende a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. O magistrado solicitou a análise após a conclusão do inquérito que investigou a apreensão de uma arma atribuída ao ex-presidente.

Parecer cita investigação da PCDF

No documento, Gonet destacou que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) não indiciou Bolsonaro. Segundo ele, a investigação não identificou falta disciplinar que justificasse a mudança no regime de cumprimento da pena.

Por isso, o procurador defendeu que o ex-presidente continue em prisão domiciliar.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar desde 27 de março deste ano.

Arma deve permanecer apreendida

Além de apoiar a manutenção da prisão domiciliar, Gonet afirmou que a pistola atribuída ao ex-presidente deve continuar apreendida.

Segundo o procurador, a condição de quem cumpre prisão domiciliar é incompatível com a posse de arma de fogo.

Polícia não indiciou Bolsonaro

Mais cedo, o delegado Thiago Boeing, da PCDF, decidiu não indiciar Bolsonaro. Conforme o relatório, a arma está registrada em nome do ex-presidente e sua permanência na residência não configurou crime.

O delegado também concluiu que Bolsonaro não descumpriu as regras da prisão domiciliar por manter o armamento em casa.

Segurança deve responder por porte ilegal

Apesar disso, a investigação apontou que o segundo-sargento do Exército Estácio Leite, responsável pela segurança de Bolsonaro, deve responder por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O militar foi abordado em uma blitz, no mês passado, em Brasília, enquanto transportava a pistola. Na ocasião, ele afirmou que levaria a arma para manutenção. Posteriormente, a defesa do ex-presidente confirmou essa versão.

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