A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para intimar e ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga uma arma de fogo apreendida com um de seus seguranças no Distrito Federal.
O pedido foi encaminhado nesta quinta-feira (18) pelo delegado Thiago Boing, responsável pela investigação conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia. Segundo o documento enviado ao STF, uma tentativa de intimação pessoal de Bolsonaro não pôde ser concluída porque a equipe de escolta do ex-presidente impediu o procedimento.
De acordo com o delegado, a abordagem não permitiu que Bolsonaro fosse formalmente comunicado sobre a convocação para prestar esclarecimentos.
Caso a autorização seja concedida por Moraes, o depoimento está previsto para ocorrer por videoconferência na próxima quarta-feira (24), às 15h.
A investigação teve início após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Taguatinga. O motorista de um Honda Civic abordado no local se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e informou que a arma pertencia ao ex-presidente.
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Além da pistola, os policiais encontraram um carregador sobressalente. O segurança afirmou que havia recebido a arma para encaminhá-la a um conserto após uma pane e que pretendia devolvê-la no dia seguinte.
Na quarta-feira (17), a defesa de Bolsonaro confirmou que o armamento é de propriedade do ex-presidente e sustentou que ele não está impedido de manter a arma em sua residência.
