Polícia Civil combate esquema de venda de produtos falsificados nas redes sociais

Vítimas compravam itens supostamente importados, mas recebiam produtos falsificados

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mira um grupo suspeito de enganar consumidores em todo o país com a venda de produtos de luxo falsificados anunciados como originais nas redes sociais. A ação, batizada de Operação Falso Luxo, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (30).

Coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Corpatri), a investigação apura a prática de estelionato contra vítimas de diferentes estados, que teriam sido induzidas a erro ao adquirir itens supostamente importados e autênticos.

Mandados e bloqueio de valores

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, simultaneamente nas cidades de São Paulo (SP) e Curitiba (PR). As medidas têm como alvo dois investigados apontados como responsáveis pela gestão e funcionamento do esquema.

Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 40 mil em contas bancárias ligadas aos suspeitos e à empresa utilizada para receber os pagamentos das vítimas.

Como funcionava o esquema

De acordo com a investigação, o grupo utilizava o perfil no Instagram @comprasnaeuropa.personalshop para anunciar produtos como bolsas, relógios, roupas, calçados e acessórios de luxo, todos apresentados como originais e importados.

Com mais de 700 mil seguidores, o perfil transmitia credibilidade e atraía consumidores de várias regiões do país. As vítimas realizavam transferências bancárias acreditando na autenticidade dos itens, mas, ao receberem os produtos, constatavam que se tratava de mercadorias falsificadas e de qualidade inferior.

Foto: Divulgação PCDF

Apreensões e dinheiro em espécie

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos itens falsificados, incluindo bolsas, carteiras, relógios e acessórios semelhantes aos ofertados nas redes sociais.

Em Curitiba, os agentes localizaram ainda cerca de R$ 110 mil em dinheiro vivo. Segundo a polícia, o valor reforça os indícios de prática contínua de estelionato e levanta suspeitas sobre possível lavagem de dinheiro.

Vítimas identificadas

Até o momento, a PCDF já identificou vítimas no Distrito Federal e em Cuiabá (MT). A análise do material apreendido também indicou a existência de outras pessoas possivelmente lesadas, que ainda não registraram ocorrência.

A polícia orienta que consumidores que tenham realizado compras por meio do perfil investigado — ou de contatos vinculados — e recebido produtos falsificados procurem uma delegacia para formalizar denúncia.

Segundo a corporação, o relato de novas vítimas é fundamental para dimensionar o prejuízo causado e fortalecer a responsabilização criminal dos envolvidos.

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