Justiça suspende resolução sobre harmonização orofacial na odontologia

Decisão do TRF1 atende recurso do CFM. Conselho Federal de Odontologia afirma que vai recorrer.

A Justiça Federal suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que reconhecia a harmonização orofacial como especialidade odontológica. O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou a decisão nesta quinta-feira (20).

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) tomou a decisão após recurso apresentado pelo CFM. Segundo o tribunal, os conselhos profissionais não podem ampliar, por meio de resoluções, as regras para o exercício das profissões.

Para o presidente do CFM, José Hiran Gallo, a medida do CFO ultrapassou os limites legais da odontologia. Ele também afirmou que a ampliação das competências sem previsão legal pode representar risco à saúde pública.

CFO afirma que vai recorrer

O Conselho Federal de Odontologia informou que vai recorrer da decisão. A entidade também reafirmou que considera a harmonização orofacial parte das especialidades da odontologia.

Segundo o CFO, a existência de procedimentos exclusivos da medicina não significa que todos os tratamentos realizados na região da face sejam exclusivos dos médicos.

Enquanto contesta a decisão, o conselho orientou os cirurgiões-dentistas a manterem os procedimentos de harmonização orofacial dentro dos limites previstos na legislação, na formação profissional e nas normas vigentes.

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