A decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de acionar a Polícia Federal para investigar ataques contra imagens católicas ocorre em meio a uma disputa judicial que envolve diretamente a eleição presidencial. Dino afirmou ter recebido relatos de 11 casos registrados nos últimos meses em diferentes estados.
Segundo o ministro, os episódios podem envolver crimes como intolerância religiosa, dano, ameaça, incêndio e violação de domicílio. A PGR também deverá atuar no caso.
Decisão ocorre em meio à disputa eleitoral
O ponto que chama atenção é o momento da medida. No domingo (27), Dino havia derrubado uma decisão de André Mendonça, do TSE, que determinava a retirada de publicações associando Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta de retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Flávio nega qualquer intenção nesse sentido. Depois da decisão de Dino, Luiz Fux suspendeu seus efeitos e restabeleceu a ordem de Mendonça.
Agora, enquanto o TSE analisa o caso, Dino determinou uma investigação nacional sobre ataques religiosos e coloca novamente o STF no centro do debate político.
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O ponto que merece acompanhamento é justamente esse: até onde vai a atuação individual de ministros do STF em questões que ocorrem durante uma campanha eleitoral e que podem repercutir diretamente no debate político?
